Esclarecimento da Campanha «Paz sim! NATO não!»
Campanha no dia 13 de Outubro, 2010, em Notas de Imprensa, PAZ Sim!, Tomadas de Posição
- Como é do conhecimento público, a Campanha em defesa da paz e contra a Cimeira da NATO em Portugal – Campanha «Paz sim! NATO não!» convocou, promove e organizará uma manifestação dia 20 de Novembro, pelas 15h00, do Marquês de Pombal à Praça dos Restauradores, em Lisboa, para a qual apela à participação de todos os portugueses amantes da paz. Manifestação cujos objectivos, âmbito e organizadores foram amplamente divulgados no plano nacional e internacional, tendo sido comunicado às autoridades competentes a sua realização.
- É pois com surpresa que a Campanha «Paz sim! NATO não!» tomou conhecimento que outras entidades – nomeadamente a Plataforma Anti-guerra, Anti-NATO (PAGAN) – vieram posteriormente anunciar a realização de uma outra e diferente manifestação para o mesmo local e dia.
- Neste sentido, dando seguimento ao sentir expresso na reunião plenária das suas organizações promotoras, realizada no passado dia 2 de Outubro, a Campanha «Paz sim! NATO Não!» informa e esclarece que:
- Essas outras entidades não integram a «Campanha Paz sim! NATO não!». De igual modo, nunca tomaram parte nem participaram em qualquer actividade da «Campanha Paz Sim! NATO Não!». Essas outras entidades têm naturalmente toda a legitimidade e possibilidade de realizar a sua manifestação, mas não para o mesmo local e dia da manifestação já anunciada e legalmente convocada pela «Campanha Paz sim! NATO não!»;
- a Campanha «Paz sim! NATO Não!» rejeita qualquer tentativa de instrumentalização por parte dessa ou de qualquer outra entidade da manifestação convocada para dia 20 de Novembro, nem permitirá que a sua manifestação seja posta em causa por oportunistas razões de aproveitamento político da mobilização popular promovida pela «Campanha Paz sim! NATO não!»;
- a atitude dessas outras entidades demonstra uma preocupante falta de responsabilidade política e só pode ser lida como uma lamentável tentativa de pôr em causa a natureza, objectivos e características da manifestação que a Campanha «Paz Sim! Nato Não!» está a convocar, para além de constituir um acto de deliberada procura de factores conflituantes;
- a Campanha «Paz sim! NATO não!», criada em Janeiro de 2010 e que une mais de 100 organizações de um diversificado e largo espectro – entre as quais se incluem movimentos que já de si representam o que de mais rico e abrangente existe em termos de unidade dos trabalhadores e do povo português na luta pelos seus direitos e também pela paz -, testemunha a abrangência e unidade que caracteriza a manifestação por si convocada para 20 de Novembro;
- a manifestação a realizar dia 20 de Novembro, pelas 15h00, do Marquês de Pombal à Praça dos Restauradores, em Lisboa, foi discutida, concebida, decidida, publicitada e será organizada nas suas diversas vertentes pela «Campanha Paz sim! NATO não!»;
- a Campanha «Paz sim! NATO não!» fará o necessário para que a manifestação por si convocada seja aquilo que a Campanha quer que seja: um acto pacífico e combativo de real unidade do povo português contra a Cimeira da NATO e o seus objectivos e por um mundo de Paz.
A Campanha «Paz sim! NATO não!» reafirma o seu apelo às mais diversas organizações da sociedade portuguesa e aos cidadãos e cidadãs defensores da paz para que se congreguem em torno da Campanha para:
- expressar a oposição da população portuguesa à realização da cimeira da NATO e aos seus objectivos belicistas
- exigir ao governo a retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO
- reclamar o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional
- exigir a dissolução da NATO
- exigir o desarmamento e o fim das armas nucleares e de destruição maciça
- exigir às autoridades portuguesas o cumprimento das determinações da Carta das Nações Unidas e da Constituição da República Portuguesa, em respeito pelo direito internacional, e pela soberania e igualdade dos povos.
A Comissão Coordenadora da Campanha «Paz sim! NATO Não!»
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