Que a memória não esqueça!
Campanha no dia 07 de Maio, 2010, em Notas de Imprensa, PAZ Sim!, Tomadas de Posição
Para que nunca mais aconteça!
Assinala-se este fim-de-semana o 65.º aniversário da vitória dos povos sobre o nazi-fascismo. Foi no dia 8 de Maio de 1945 que a Alemanha nazi se rendeu incondicionalmente às tropas soviéticas que tomaram Berlim, pondo assim fim a quase seis anos da mais brutal guerra imposta à Humanidade – que ceifou a vida a 50 milhões de seres humanos -, mas também à dominação nazi-fascista sobre a maior parte da Europa (permaneceram sob a repressão de ditaduras fascistas Portugal e a Espanha). Na Ásia, a guerra prolongar-se-ia por mais alguns meses, terminando apenas em Agosto desse ano, após mais um horror, o das bombas atómicas sobre Hiroxima e Nagasaki.
A derrota do nazi-fascismo, alcançada à custa da heróica luta e resistência dos povos, trouxe consigo a esperança de um mundo de paz. Sob os escombros dos bombardeamentos, da barbárie dos massacres e dos campos de concentração nazis, surgem pujantes os ideais da paz, da liberdade e do progresso. Obreiros da resistência e da paz, os povos deitam mãos à obra de construção do seu futuro – que projectaram pacífico, livre e próspero. Estes avanços não se ficam pela Europa, mas estendem-se por todo o mundo: em África, na Ásia e na América Latina iniciam-se processos de libertação nacional que farão ruir o colonialismo!
Mas mal os canhões tinham deixado de troar e já novas ameaças pairavam sobre o mundo. A criação da NATO, em 1949, sob o impulso dos Estados Unidos da América, e que incluía Portugal fascista no grupo fundador (fazendo cair por terra a apresentação desta aliança como organização defensiva do «mundo livre»), reafirmava novas ambições de domínio planetário.
A estas novas ameaças deram os povos uma resposta generalizada e global, com a formação de um pujante movimento de paz – impedir uma nova guerra, e as causas que a provocam, foi o objectivo de milhões de activistas.
Hoje, passados 65 anos sobre o fim da Segunda Guerra Mundial, os povos do mundo estão confrontados com um nova escalada bélica e um novo cortejo de horrores – guerras de ocupação e saque; surgimento de novas formas de domínio imperialista; chantagens e pressões sobre os povos; total desrespeito pelo direito internacional; desenvolvimento de novas armas de incomensurável poder destrutivo.
A NATO, como guarda avançada dos Estados Unidos da América e dos seus aliados, é, como sempre foi, um instrumento para alcançar os seus objectivos de dominação global e para fazer face à forte crise com que se depara o capitalismo. A NATO é um pilar da nova corrida armamentista e militarista, com consequências imprevisíveis e perigosas, que poderão conduzir a Humanidade para uma nova catástrofe.
Como há 65 anos, cabe novamente aos povos a palavra decisiva para travar este rumo destruidor!
Em Portugal, tendo em conta a realização da Cimeira da NATO, em Novembro, agrupa-se um número cada vez mais significativo de organizações e de cidadãos e cidadãs unidas em torno da Campanha «Paz Sim! NATO Não!», reclamando a efectiva realização de uma política externa portuguesa em consonância com os princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, incluindo a promoção de iniciativas em prol do desarmamento e da dissolução dos blocos político-militares, condição para um mundo de paz, livre e progressista.










