Não à participação militar portuguesa na guerra do Afeganistão
Campanha no dia 25 de Janeiro, 2010, em Notícias, PAZ Sim!, Tomadas de Posição
Partem amanhã para o Afeganistão mais militares portugueses, reforçando o contingente das forças dos EUA/NATO, que desde 2001, a pretexto da chamada “guerra contra o terrorismo”, levam a cabo uma guerra de ocupação desse país.
Esta guerra não tem como objectivo o combate ao terrorismo como insistentemente as forças de ocupação propalam. Esta visa, no essencial, ocupar uma zona geoestratégica de interesse fundamental para os EUA e seus aliados. Tanto assim é, que hoje o Afeganistão está transformado numa grande base militar ao serviço dos EUA e da NATO.

O drama que se abate sob o povo afegão assume uma dimensão incomensurável: dezenas de milhares de mortos, feridos e destruição total.
Decorridos 8 anos, assiste-se ao aumento da intensidade da guerra. Desde a tomada de posse da Administração Obama, o envio de soldados não parou de aumentar (podendo chegar ao número oficial de 100.000); alastrou-se, entretanto, ao Paquistão e dá sinais de alargamento a outros países, com ainda mais trágicas consequências para os povos e para a segurança de toda a região.
Portugal tem sido desde a primeira hora, parte activa desta brutal guerra contra o povo afegão, apoiando política, diplomática e militarmente a NATO e alinhando nas campanhas de medo e mentira que pretendem justificar esta agressão imoral.
O governo ao reforçar a presença militar portuguesa, antecipando-se inclusivamente à “solicitação” americana e justificando-se com os compromissos assumidos no quadro da NATO, revela uma vez mais, a total dependência e subserviência face aos interesses e estratégias dos EUA e das grandes potências europeias, em prejuízo dos interesses nacionais.
Enquanto usa o discurso da “crise” para proceder a cortes nas despesas sociais, gasta milhões de euros na adaptação das forças armadas e no envio de militares ao serviço das guerras da NATO.
A participação de Portugal na guerra contra o Afeganistão viola os princípios da Constituição da República e os sentimentos de paz e solidariedade do povo português.
A Campanha “Paz Sim, Nato Não”, exige: A retirada das forças portuguesas das missões militares da NATO; O fim da guerra de ocupação do Afeganistão; Reclama do governo e das autoridades portuguesas a adopção de uma política activa de defesa do direito internacional e da soberania dos povos; A dissolução da NATO.
A Campanha “Paz Sim, Nato Não”
Janeiro 2010









